Hipotireoidismo Congênito

hipotireoidismo congênito

Hipotireoidismo Congênito

As manifestações clínicas do hipotireoidismo congênito podem ser muito sutis e variadas ou até mesmo ausentes. Por isso, faz parte do programa de triagem neonatal (teste do pezinho) a dosagem do TSH, hormônio que estimula a produção do T4 (tiroxina), importante participante no crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor adequado do bebê.

Em 5 a 10% dos casos, a baixa produção hormonal não é por um problema especificamente do bebê, mas pelo uso materno de medicamentos antitireoideanos, exposição materna ou neonatal de agentes iodados ou passagem transplacentária de anticorpos maternos que bloqueiam o receptor de TSH e de deficiência da ingestão de iodo. Estes casos são denominados de hipotireoidismo congênito transitório, que pode durar até os 3- 6 meses de vida.

Portanto, se no teste do pezinho os níveis de TSH estiverem elevados (>10mcU/ml), deve ser solicitado repetição do exames, agora no sangue venoso, com TSH e T4livre.

Estando o TSH elevado no segundo exame, o tratamento deve ser iniciado imediatamente independente do resultado do T4 livre. Se o TSH estiver normal, mas com T4 livre baixo pode-se tratar de uma hipotiroxinemia transitória, mais comum em recém-nascidos prematuros ou pequenos para a idade gestacional e que normaliza geralmente após 4 semanas de vida sem tratamento. Se o T4 livre estiver normal com T4 total baixo e TSH normal pode-se tratar de deficiência de TBG (proteína carreadora do T4), e estes casos também não necessitam de tratamento, pois quem age nos tecidos é o T4 livre.

A importância do tratamento precoce do hipotireoidismo congênito é evitar um atraso de desenvolvimento neuropsicomotor e promover crescimento e ganho de peso adequados.